sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Desejável Amor

E eu tenho me entregado cada vez mais para algo que perdi a noção do que poderia ser.
A chuva cai, e as lágrimas também. Como conseguiste fazer algo tão cruel assim comigo?
Ah, fui burra, sinceramente. No começo de tudo, gritava a mim mesma que não poderia me apegar como em todas as outras vezes. Triste, a verdade é que não consigo. E o pior de tudo é que as pessoas gostam de mim, mais do que uma simples amiga. E decepciono elas de tal forma. Por que não me avisou? Podia ter me preparado psicologicamente, podia ter ficado pronta para uma queda do vigésimo andar.
Ei amor, você tem tomado seus remédios ultimamente? As complicações fizeram você esquecer do mundo. Chame a ambulância. E você, que é a própria vítima, não sabe ainda o que está acontecendo? Vou te resumir em cinco palavras. Você se matou pela Paixão.
E que Amor era esse? O que você desejava ter para sempre mesmo que o sempre não existisse? Desejavas isso, mas ele só queria se aproveitar de ti, como todos os outros. O que eles têm de especial para te iludir tão facilmente? É isso que pergunto pra ti, e respondes todas as vezes que são diferentes. Se esse é diferente, ele é igual a todos os outros em que falavas o mesmo.
Você, determinadamente, se afundou no Amor. Um Amor que te esqueceu em dois segundos, quando provou os lábios de outra. Teu Amor, oh Desejável Amor. Ele te matou por dentro, e pouco a pouco tem te assassinado por fora. Agora, que já sabes de toda a situação, a confusão acabou. Estás brava, e a vingança lhe sobe a cabeça. Mas, o que poderias fazer? O Ódio, Amor, Pânico, Vingança. Tudo isso é a única coisa que tens no momento. O Amor, jogaste fora. O Pânico ficou claro assim como o Ódio, e a Vingança é o que lhe resta.
Hoje é uma sexta-feira. Está escuro lá fora, minha mente fica clara e o relógio pontua três horas da manhã. Ah, Desejável Amor. Se você pudesse ver o quão fofo tu fica quando está dormindo. Opa, em menos de meio segundo me vejo com as mãos em seu pescoço. É, até que isso não é tão mau de se ver, também.

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